A complexidade que existe por trás de cada ser humano é algo que, sinceramente, fascina-me! Quanto mais eu penso que sei o que se passa na cabeça das pessoas, mais me dou conta do quão eu mesmo sou confuso. Porém, este texto não diz respeito a mim, pois já estou um pouco saturado da minha novela. E não sejamos hipócritas: a vida alheia nos é muito mais interessante que a nossa, né? “Comentar” sobre o que não nos diz respeito é o esporte politicamente incorreto mais praticado no mundo.
Pois bem! Cá estou, pensativo, sem entender porque algumas pessoas aventuram-se na busca por algo que as próprias conscientemente já têm em grande quantidade. Seria unicamente a busca por algo que simplesmente fosse emocionante, mais até do que o fato de realmente se ter o objeto de desejo? Tentarei ilustrar de uma forma bem simples:
“ – Joãozinho, o que você mais deseja?
– Uma bola!
– Pois posso dar-te uma bola do tamanho que você desejar!”
Acho que não preciso completar o texto para saber qual seria a resposta do nosso personagem Joãozinho. A alegria tomaria conta dele, pois o seu objeto de desejo seria não só alcançado, mas com possibilidade inclusive de receber o melhor possível! Porém, o que eu vejo hoje é a seguinte situação:
“ – Joãozinho, o que você mais deseja?
– Uma bola!
– Pois posso dar-te uma bola do tamanho que você desejar!
– Não, obrigado! Tenho certeza que você me daria a melhor bola do mundo, mas me contento em encontrar uma que simplesmente faça a função de uma bola...”
E mais uma vez caio no dilema: A busca, de fato, é pela bola ou por viver uma aventura na busca da mesma?
A juventude é uma máscara enganadora, pois remete-nos à falsa impressão de um eterno carnaval. Talvez a procura por aventuras esteja diretamente ligada à falta de experiência de vida, experiência esta que, ironicamente, muitas vezes se é obtida no decorrer de tal procura...
MÚSICA DO DIA: Pra você guardei o amor (Nando Reis)
Pra você guardei o amor que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar sentir, sem conseguir provar, sem entregar e repartir
Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim, vem visitar, sorrir, vem colorir, solar, vem esquentar e permitir
Quem acolher o que ele tem e traz, quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios, que o convite do silêncio exibe em cada olhar
Guardei, sem ter porque, nem por razão ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei vendo em você, e explicação nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor que aprendi, vem dos meus pais
O amor que tive, e recebi, e hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris risca ao levitar
Vou nascer de novo, lápis, edifício, tevere, ponte, desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos, trilho a infância, terço o berço do seu lar...
Sempre gostei das suas idéias.
ResponderExcluirPor isso vou acompanhar as suas linhas.
Abraço, meu irmão.